Após um intervalo de uma semana na aplicação da Pomodoro Technique, na semana passada retomei minha iniciativa de aumentar minha produtividade através da aplicação da técnica. Percebi que a fluência nos pomodoros é algo que requer uso contínuo, se não a gente enferruja. Nos primeiros dias da semana, foi bem difícil conseguir fechar os pomodoros – mais ou menos como na primeira semana. A impressão que dá é que nos condicionamos a trabalhar em um certo ritmo, e qualquer quebra nesse condicionamento faz com que a coisa toda regrida consideravelmente. Com esse retrocesso, atrasei em uma semana minha meta de tentar começar a estimar o número de pomodoros que cada atividade vai tomar. Comecei a fazer isso hoje, vamos ver como fica ao longo do resto da semana...
Depois de pegar o ritmo de novo, comecei a trabalhar em umas atividades que tinham um alto grau de colaboração com outra pessoa. Estávamos planejando uma atividade em conjunto, e o trabalho ocorria constantemente em dupla. Nessa situação, os pomodoros sofreram bastante... Embora eu tenha conseguido em alguns momentos fechar blocos de atividades individuais, a quantidade de interrupções foi bastante grande – e eram inevitáveis nesse caso – e o percentual de pomodoros anulados cresceu bastante.
Nesta semana fechei um mês de uso (ou tentativa de uso, no cas da terceira semana), da Pomodo Technique, e acredito que já consigo elencar uma listinha básica de conclusões:
· Não desista. Vinte e cinco minutos parece muito pouco antes de tentar aplicar os pomodoros, e parece uma eternidade quando você começa a aplicar. Mas com o tempo melhora, e você verá que no final da primeir semana já estará dando a primeira olhada para o relógio só no vigésimo minuto de cada pomodoro.
· Se você trabalha em ambientes compartilhados (uma sala dividida com várias pessoas), explique aos seus colegas o que é a Pomodoro Technique e o que você está tentando atingir. Assim, as pessoas tenderão a saber quando devem chamá-lo para conversar, e entenderão melhor caso você tenha que negar algum solicitação em um determinado momento. Algumas ferramentas simples ajudam nesse quesito.
· Separe um pomodoro inteiro no início do dia para “organizar a casa”. Vale a pena ao longo do dia. Use esse pomodoro para preparar sua lista de to-dos, e a remover impecilhos pro restante do trabalho.
· Deslique as fontes de interrupção. Feche o MSN, Skype, seu cliente de Twitter e de email. Você não vai morrer ou perder o emprego se ficar meia hora sem ler seu email (se você for morrer ou perder o emprego, talvez você não deva usar a técnica – assunto para um post posterior).
· Não adianta tentar transformar o seu dia inteiro em pomodoros. Talvez isso funcione se você trabalhar sozinho, isolado do mundo, e se seu trabalho não depender da interação com mais ninguém (um monge budista, talvez). O autor da técnica recomenda justamente isso, mas pelo menos na minha prática é impossível. Você precisa ter momentos do dia para lidar com pequenas coisinhas distribuídas, atender chamados de todo mundo, e outras coisas que não cabem dentro de pomodoros.
· Pomodoros não funcionam para trabalhos em duplas, ou equipes, se todo mundo não estiver participando junto dos pomodoros. Esse é um tema que pretendo elaborar em experiências futuras.
Essas são as grandes conclusões para o primeiro mês. Agora, vamos adiante com os próximos passos: tentar estimar o número de pomodoros para cada atividade, e testando técnicas para usar os pomodoros em duplas e equipes.
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